domingo, 7 de agosto de 2011

ZDK e Agnese: O Encontro (Parte 3)

Agnese (leia-se "Ánhésse), filha mais nova de P.U. Tinha 1 irmã e 1 irmão que fez parte da Guarda Italiana durante a 1a guerra. Nasceu em Assissi (Italia). Sua família sim era realmente rica, tanto nos quesitos materiais quanto culturais e acadêmicos. Seu pai (P.U.) era filósofo (sua obra foi escrita em 30 livros). Residiam em um palacete com 12 quartos, totalizando cerca de 16 cômodos. Este casarão ainda existe na atualidade e foi transformado em pequeno hotel/pousada.

Agnese era uma jovem bastante bonita, um pouco rebelde para os padrões sociais da época. Foi criada nos preceitos católicos, embora sua família mesmo não seguisse tão piamente alguns dos dogmas da santa igreja (P.U., durante sua vida e em sua obra literária chocou os pilares do clero). Agnese era direta, objetiva, faceira, segura. O que se denominaria hoje uma mulher de atitude. Tanto era que sua família providenciara prontamente seu contrato matrimonial com um rico comerciante (R.Z.), influenciados também pela visão de um cenário de destruição no país e pela rápida saída de recursos financeiros ocasionados pela guerra.

Em 1942, contra sua vontade, Agnese uniu-se oficialmente ao cavalheiro comerciante. Contudo, tal acordo não durou mais do que 1 mês, segundo consta, quando a jovem núbere flagrou seu esposo na cama, junto do cavalariço. Prontamente exigiu anulação de seu matrimônio. Porém, a fim de evitar escândalos, as famílias concordaram com que cada um seguisse suas vidas separadamente, mas oficialmente continuariam casados. Para evitar burburinhos e quem sabe garantir alguma pensão alimentícea.

Primavera de 1943: a família U. fora intimada a alojar um pequeno pelotão de soldados alemães em seu palacete. O filósofo bradava. Sua esposa e seus filhos mandavam calar-se (quanto menos confusão, menos problemas, pensavam).

Primavera de 1943: ZDK e seu amigo, o oficial inglês, em missão na Itália. Dirigiam um Jeep do exército. Deveriam chegar a uma base aliada, mas perderam-se em pelo menos 40 km, mesmo com bússolas,  mapas e rádios. Avistaram uma vila para onde se dirigiram. Ao longe, uma jovem animad lhes acenava, mostrando o caminho para o palacete. Afinal, Agnese estava esperando soldados alemães e todos pareciam iguais a uma certa distância.

O Jeep parou ao lado de Agnese que, percebendo o engano, prontamente avisou aos oficiais para que se escondessem, pois os alemães chegariam a qualquer momento. Dizem que parece ter havido aquela espécie de faísca entre Agnese e ZDK. Daquelas que ouriçam, que dão vontade de querer ver novamente... Agnese mostrou o caminho correto aos 2 oficiais, que agradeceram a atenção recebida e partiram rapidamente.

Posteriormente, cartas decodificadas seriam enviadas entre o casal que se conhecera de uma maneira bastante inusitada. Os encontros furtivos foram a consequência. Agnese continuava casada com Z, o comerciante que dormia com seus pajens cavalariços. Nunca dependeu de seu marido para nada, do qual, inclusive, nunca recebeu um centavo ou lira sequer durante suas vidas. Mas, eventualmente encontrava-se com o oficial polonês ZDK.

Inverno de1944: ZDK e Agnese encontram-se novamente.

Primavera de 1945: nasce a 2a filha de Agnese. Legalmente, consta na certidão de nascimento da filha de Agnese o sobrenome Z (do comerciante italiano). Esta filha não teve contato com o suposto pai. Nunca se sentiu filha deste pai e depois de adulta, por inúmeras vezes, questionou esta paternidade. Mas sempre lhe fora afirmado que Z, o italiano, era seu pai. Soube da verdadeira história e dos motivos desta afirmação muitos, muitos anos depois (mas esta é história para a última parte desta saga).