segunda-feira, 27 de junho de 2011

Da série: Minhas bizarrices musicais

Fico angustiada por não conseguir ouvir pelo menos 20 músicas completamente diferentes ao mesmo tempo.

Morro de ciúmes das "minhas" músicas. Todas de que gosto. E não são poucas.

Fico indignada quando pessoas de que desgosto citam/mencionam ou simplesmente curtem as mesmas bandas e músicas que eu ouço.

Por mais idiota que seja a letra de uma canção, sempre vejo pelo menos mais 2 significados de interpretação.

Já enterrei relacionamento quando ex namorado postou aleatoriamente uma canção que havia dedicado a mim (nunca mais falei com a pessoa depois disto).

"Moldo" as pessoas que conheço e me lembro delas de acordo com seus gostos musicais.

Em muitas conversas com as pessoas, sempre me lembro de letras de músicas.

Gostaria de poder dialogar o dia inteiro por meio de canções.

Raramente posto músicas sem que aja um profundo significado pra mim, no momento em questão.

Sempre vejo algum significado quando me presenteiam com alguma música.


Fico preocupada comigo mesma quando tenho vontade de ouvir alguma canção ou música que não corresponde (ao menos conscientemente) ao que estou sentindo no momento. Por exemplo, uma música que eu ache animada, mas com letra triste. Superstição.


Tire meu dinheiro, mas jamais em tempo algum roube minhas canções.


Enfim, não mexa nas minhas bandas e músicas! =]




domingo, 26 de junho de 2011

Universo feminino

Completamente apaixonada.
Te odeio, não fale mais comigo.

Me deixe em paz.
Você nem liga mais pra mim. Sumiu. (Por meia hora)

Sou impulsiva.
Sou ponderada.

Sou inconstante.
Sou completamente constante!

Estou gorda.
Estou magra.

Quem era aquela vagabunda que não tirou os olhos de você a noite inteira?
O cara só estava sendo gentil comigo, não seja estúpido!

Pare de me controlar tanto.
Você nem reparou no meu vestido hoje.

Você só pensa em sexo.
Que história é essa de estar com dor de cabeça agora?

Sua mãe sabe se cuidar sozinha!
Coitada da sua mãe! Faz 2 semanas que você não a visita!

Você é insensível, não me entende.
Você é o cara mais paciente, lindo, gostoso e humano que já conheci.

Sei o que digo.
Eu disse sem pensar.

Você me entende.
Você não me compreende.

Odeio jazz.
Até que esse jazz não é tão mau..

Não me telefone e não apareça na minha casa.
Por que demorou tanto a vir? Não sabe que fico preocupada?

Não é TPM.
Desculpe, era TPM.

Não quero sofrer.
Com você, cada momento presente vale o que pode não vir a ser.

Não me chame de estressada.
Sou estressada mesmo.

Não quero te ver na minha frente.
Não saia de perto de mim.

Não preciso que me defenda o tempo todo, sei me cuidar sozinha.
Por que não me defendeu naquela hora?

Sou louca.
Sou a única pessoa sã.

Isto nunca deveria ter acontecido.
Por que demorou tanto pra acontecer?

Sou doce.
Sou amarga.

Sou cruel.
Sou bondosa.
Sou vingativa.
Só quero o teu bem.
Quero que você morra.
Não se atreva a morrer.

Não sei o que quero.
Quero você.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

No conforto e na segurança do seu lar

Assisti Surrogates há alguns meses. Filme de baixa divulgação na mídia, aparentemente pouco comentado e consequentemente de pouco sucesso.  Mistura 3/4 de ação e 1/4 ficção. Poucos efeitos especiais. Um pouco "parado". E amei este filme.
 
Resumo: num famoso futuro próximo, seres humanos permanecem 24 horas por dia conectados a uma máquina, dentro de suas casas, por meio da qual comandam seus andróides substitutos pela força do pensamento. Famílias "vivem" dentro de seus lares, cada pessoa trancada em seu quarto, enquanto seus Substitutos trabalham, estudam, transam, divertem-se, sendo guiador pela mente de seus "donos".
 
Você pode ter o Substitito que quiser. Um andróide macho, fêmea, criança, etc. Os substitutos são jovens, maravilhosos e gostosos. Obviamente, o herói da trama (Bruce Willis), que também tem seu Substituto, inicia seus questionamentos. Ele deseja tocar sua linda esposa, que se recusa a viver "fisicamente", não consegue entender os desejos de seu marido, já que tudo é perfeito neste mundo de robôs conectados às mentes de seus donos.

Não falarei mais sobre o filme, pois acho que deve realmente ser assistido por vocês. E afirmo que não há coincidências ao abordar as semelhanças com a realidade de quem lê este post, neste momento.

Não sou utópica. Adoraria ter a aparência de uma jovem de 24 anos a vida inteira. Adoraria que as pessoas fossem lindas. Mas, ainda assim, não troco minhas experiências humanas e a chance de poder envelhecer ("irrc") e ver todos as falhas e os pontos positivos daqueles com quem convivo. Aqueles que adoro por serem imperfeitos e que me amam com todos meus infinitos defeitos.
Nem que para isso eu precise sair da segurança e do conforto do meu lar.