Assisti Surrogates há alguns meses. Filme de baixa divulgação na mídia, aparentemente pouco comentado e consequentemente de pouco sucesso. Mistura 3/4 de ação e 1/4 ficção. Poucos efeitos especiais. Um pouco "parado". E amei este filme.
Resumo: num famoso futuro próximo, seres humanos permanecem 24 horas por dia conectados a uma máquina, dentro de suas casas, por meio da qual comandam seus andróides substitutos pela força do pensamento. Famílias "vivem" dentro de seus lares, cada pessoa trancada em seu quarto, enquanto seus Substitutos trabalham, estudam, transam, divertem-se, sendo guiador pela mente de seus "donos".
Você pode ter o Substitito que quiser. Um andróide macho, fêmea, criança, etc. Os substitutos são jovens, maravilhosos e gostosos. Obviamente, o herói da trama (Bruce Willis), que também tem seu Substituto, inicia seus questionamentos. Ele deseja tocar sua linda esposa, que se recusa a viver "fisicamente", não consegue entender os desejos de seu marido, já que tudo é perfeito neste mundo de robôs conectados às mentes de seus donos.
Não falarei mais sobre o filme, pois acho que deve realmente ser assistido por vocês. E afirmo que não há coincidências ao abordar as semelhanças com a realidade de quem lê este post, neste momento.
Não sou utópica. Adoraria ter a aparência de uma jovem de 24 anos a vida inteira. Adoraria que as pessoas fossem lindas. Mas, ainda assim, não troco minhas experiências humanas e a chance de poder envelhecer ("irrc") e ver todos as falhas e os pontos positivos daqueles com quem convivo. Aqueles que adoro por serem imperfeitos e que me amam com todos meus infinitos defeitos.
Nem que para isso eu precise sair da segurança e do conforto do meu lar.
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