quinta-feira, 20 de outubro de 2011

ZDK: epílogo

Em 1952, em um pós guerra europeu, Pietro U. abraçou a oportunidade de recomeço de vida no Brasil, onde ingressou com sua família (a esposa, a filha Agnese e as netas, Adelia e Antonia), convidado por uma universidade para lecionar filosofia. Tal promessa da instituicão educacional em questão nunca se efetivou, diga-se de passagem. E a família aos poucos se adaptava à nova nação.

ZDK, amante de Agnese, não viera junto. Passou anos foragido por diversos países por conta da caça comunista (conforme descrito no primeiro post dessa história de guerra). ZDK eventualmente conseguia algum informação por meio de cartas de seu único irmão vivo na época (segundo consta, tal irmão havia vivia nos EUA, um funcionário da ONU).

Embora ZDK já soubesse onde estava Agnese, havia sido severamente aconselhado por seu irmão para que não a procurasse, sob risco de ser localizado pelos comunistas na época. Em 1954 escreveu a Agnese. Em 1956 ingressou no Brasil, passando a residir dentro do apartamento de Agnese e sua família.

Adelia cresceu junto de sua mãe e ZDK, ouvindo que ele era somente um grande amigo de sua mãe. Seus quartos eram separados. Os anos passaram. Adelia casou-se, nascia então a primeira neta de Agnese, bisneta de P.U. Esta neta passou seus primeiros anos junto à avó. A filha de Adelia convivia com SDK, chamava-o por seu nome (Z.), pois era como todos os chamavam. Esta neta achava de certa maneira normal, mas estranho, o fato de ZDK residir junto de Agnese, de todos, sem compartilharem o mesmo quarto. E assim foi.

Em 1976, após detecção de um câncer nos pulmões, Agnese fora internada para biópsia e não saiu mais do hospital, onde faleceria exatos 30 dias após a biópsia. Agnese sempre havia deixado claro seu desejo de ser cremada, mas estava tão enfraquecida que não conseguia assinar a documentação necessária para que isto ocorresse e foi-se antes de oficializar legalmente sua vontade.

Neste momento, a família reuniu-se e de comum acordo, aceitaram que ZDK falsificasse a assinatura de Agnese para que a cremação fosse realizada. Contam que Adelia não sossegou até que conseguisse realizar a vontade póstuma de sua mãe. Assim foi feito.

Logo após o velório e cremação do corpo, Antonia, até então de acordo com todo os acontecimentos, voltou-se contra sua irmã e ZDK, exigindo-lhe a entrega de todos os bens que possuiam, inclusive do amplo apartamento em que viviam. Caso contrário, relatou claramente que denunciaria a todos por falsificação, fraude entre outras coisas (por conta da cremação de Agnese).

Adelia, assim como os envolvidos, permaneceram estupefactos. Antonia permanecia impassível e havia exigido despejo praticamente imediato de ZDK do apartamento.

Em 1977 Adelia e seu marido trazem ZDK para sua casa, pois não havia onde morar. E porque havia crescido junto a ele. Construíram uma edícula no terreno da casa onde residiam. E lá viveu ZDK até sua morte. As netas de ZDK o tinham como avô, pois Adelia sempre lhes disseram que ZDK era seu pai, avô das filhas.

ZDK era um velho mal humorado, solitário, rude, teimoso, ranzinza. Não se importava com luxo e não queria de modo algum dar trabalho a quem quer que fosse. Levá-lo ao médico era uma verdadeira batalha. Usava um mesmo casaco de lã meses seguidos, a ponto de puirem os cotovelos. Era resmungão. Nos últimos anos de sua vida passou a ser um pouco mais amigável.

Adelia e o marido, bem com suas filhas, cuidavam dele. Quando ele deixava (o que não era fácil).

As netas ouviam as histórias de guerra de ZDK, em dias em que ele estava mais acessível. A neta mais velha "viajava" naqueles relatos. Tão fantásticos, tão cinematográficos. Mas nem sempre ZDK estava disposto, por motivos já explicados.

1984: ZDK contraiu câncer no fígado. O médico havia prognosticado máximo de 6 meses de vida. Adelia o tirou de sua edícula e exigiu que ele passasse a dormir em um dos quartos da casa (por facilidade no trato dele). Nova luta, mas ZDK acabou aceitando. ZDK continuava firme e forte. Negava a paternidade de Adelia, que lhe perguntava várias vezes se ele era seu pai biológico.

Durante 1,5 ano, ZDK fazia tudo sem ajuda. Era forte como um touro. Não pedia auxílio. No entanto, nos 6 meses seguintes, definhou. Angustiava-se por precisar pedir ajuda às netas e à Adelia. Não tinha mais forças para se levantar sozinho de sua cama. Emagreceu drasticamente. Gemia de dor. Víamos a morte se aproximando.

1 mês antes de sua morte, Adelia lhe perguntava novamente, quase como uma afirmação: "Z, você é meu pai real, não é?" Ao que ZDK, finalmente, respondeu, em seu dialeto unicamente compreensível às pessoas de sua família: "Sim.. eu sou seu pai".

Por que não havia dito antes? Porque ZDK conhecia bem a filha que tinha. Sabia que se confirmasse sua paternidade, Adelia abriria mão de uma possível herança daquele pai oficial, o italiano com o qual nunca havia tido contato. E certamente o faria, mas entendeu o desejo de ZDK e o motivo do segredo.

Em agosto de 1988, Adelia já havia avisado as netas que  ZDK não ficaria por mais 3 dias, dado seu estado físico. 2 dias depois, enquanto Adelia tentava aliviar o sofrimendo e confortar o máximo possível ZDK, este lhe solicitou finalmente: " Lascia-me adesso... devo partire". As netas de  ZDK, do lado de fora do quarto, foram testemunhas desta frase, deste pedido.

Adelia retira-se do quarto. ZDK finalmente partia.

A neta mais velha de ZDK, depois de tantos anos, ainda se comove ao lembrar destas histórias. E de sua ida.




domingo, 7 de agosto de 2011

ZDK e Agnese: O Encontro (Parte 3)

Agnese (leia-se "Ánhésse), filha mais nova de P.U. Tinha 1 irmã e 1 irmão que fez parte da Guarda Italiana durante a 1a guerra. Nasceu em Assissi (Italia). Sua família sim era realmente rica, tanto nos quesitos materiais quanto culturais e acadêmicos. Seu pai (P.U.) era filósofo (sua obra foi escrita em 30 livros). Residiam em um palacete com 12 quartos, totalizando cerca de 16 cômodos. Este casarão ainda existe na atualidade e foi transformado em pequeno hotel/pousada.

Agnese era uma jovem bastante bonita, um pouco rebelde para os padrões sociais da época. Foi criada nos preceitos católicos, embora sua família mesmo não seguisse tão piamente alguns dos dogmas da santa igreja (P.U., durante sua vida e em sua obra literária chocou os pilares do clero). Agnese era direta, objetiva, faceira, segura. O que se denominaria hoje uma mulher de atitude. Tanto era que sua família providenciara prontamente seu contrato matrimonial com um rico comerciante (R.Z.), influenciados também pela visão de um cenário de destruição no país e pela rápida saída de recursos financeiros ocasionados pela guerra.

Em 1942, contra sua vontade, Agnese uniu-se oficialmente ao cavalheiro comerciante. Contudo, tal acordo não durou mais do que 1 mês, segundo consta, quando a jovem núbere flagrou seu esposo na cama, junto do cavalariço. Prontamente exigiu anulação de seu matrimônio. Porém, a fim de evitar escândalos, as famílias concordaram com que cada um seguisse suas vidas separadamente, mas oficialmente continuariam casados. Para evitar burburinhos e quem sabe garantir alguma pensão alimentícea.

Primavera de 1943: a família U. fora intimada a alojar um pequeno pelotão de soldados alemães em seu palacete. O filósofo bradava. Sua esposa e seus filhos mandavam calar-se (quanto menos confusão, menos problemas, pensavam).

Primavera de 1943: ZDK e seu amigo, o oficial inglês, em missão na Itália. Dirigiam um Jeep do exército. Deveriam chegar a uma base aliada, mas perderam-se em pelo menos 40 km, mesmo com bússolas,  mapas e rádios. Avistaram uma vila para onde se dirigiram. Ao longe, uma jovem animad lhes acenava, mostrando o caminho para o palacete. Afinal, Agnese estava esperando soldados alemães e todos pareciam iguais a uma certa distância.

O Jeep parou ao lado de Agnese que, percebendo o engano, prontamente avisou aos oficiais para que se escondessem, pois os alemães chegariam a qualquer momento. Dizem que parece ter havido aquela espécie de faísca entre Agnese e ZDK. Daquelas que ouriçam, que dão vontade de querer ver novamente... Agnese mostrou o caminho correto aos 2 oficiais, que agradeceram a atenção recebida e partiram rapidamente.

Posteriormente, cartas decodificadas seriam enviadas entre o casal que se conhecera de uma maneira bastante inusitada. Os encontros furtivos foram a consequência. Agnese continuava casada com Z, o comerciante que dormia com seus pajens cavalariços. Nunca dependeu de seu marido para nada, do qual, inclusive, nunca recebeu um centavo ou lira sequer durante suas vidas. Mas, eventualmente encontrava-se com o oficial polonês ZDK.

Inverno de1944: ZDK e Agnese encontram-se novamente.

Primavera de 1945: nasce a 2a filha de Agnese. Legalmente, consta na certidão de nascimento da filha de Agnese o sobrenome Z (do comerciante italiano). Esta filha não teve contato com o suposto pai. Nunca se sentiu filha deste pai e depois de adulta, por inúmeras vezes, questionou esta paternidade. Mas sempre lhe fora afirmado que Z, o italiano, era seu pai. Soube da verdadeira história e dos motivos desta afirmação muitos, muitos anos depois (mas esta é história para a última parte desta saga).






sábado, 30 de julho de 2011

ZDK - Algumas das Fugas (Parte 2)

Foram muitos e muitos episódios de fugas, ataques e defesas. Lembrava-se destas histórias e as narrava, já velho, em alguns poucos momentos de descontração. Nunca gostou de falar sobre suas memórias na guerra e só o fazia quando os olhos insistentes das netas, da filha, do genro e familares imploravam. Comovia-se. Seus olhos marejavam. E ninguém mais insistia para que continuasse seus relatos.

1a história: SDK havia sido capturado e enviado para um campo de concentração na Sibéria. Ao contrário dos tantos campos de concentração exitentes, neste não havia cercas farpadas, cães farejadores e (muitas) sentinelas armadas. O motivo? Não havia para onde fugir. Centenas de quilometros de gelo a uma temperatura média de 30o célcius negativos. Não havia comida. Não havia vestuário que os aquecessem. Alimentava-se de penas de galinha, sobras do que era cozido pelos soldados inimigos (daí, sua repulsa, até o dia de seu falecimento, por qualquer receita que incluísse frango e galinhas - sempre afastava os pratos com asco e um grunhido de xingamento). Após 6 meses na Sibéria, junto de seu amigo, um tenente inglês, arriscaram a fuga. Escondiam-se e protegiam-se do frio e do vento dentro de buracos na neve (princípios do iglu). E conseguiram escapar.

2a história: Havia já reencontrado alguns de seus companheiros de pelotão. Precisavam fazer uma travessia sem serem vistos (óbvio). ZDK e alguns soldados esperaram até o anoitecer para percorrerem um pântano. Os sons daquele pântano o aterrorisavam. Sons de animais, sons que suas mentes ouviam, estimulados pela visão de uma paisagem nefasta, escura e horripilante. Instruiu seus homens a não olharem para os lados ou para trás. Os gases do pântano tornava a visão difícil e a imaginação fértil. Contava, já velho, que durante cerca de 2 horas de passagem este talvez tenha sido o momento de maior medo e pânico que viveu. Podia jurar que via olhos vermelhos que os observavam de dentro da mata enquanto faziam a ultrapassagem.  E embora afirmasse que os tivesse visto, deixava um ponto de dúvida, já que o scotch barato que haviam tomado poderia ter deturpado um pouco a visão de suas mentes cansadas.

3a história: Sua frota havia tido baixas. Junto aos demais sobreviventes, precisavam chegar a outro lado de uma determinada ponte. A única opção eram que fossem nadando pelo rio. À noite, sem emitir qualquer tipo de barulho, pois sobre a ponte estavam dezenas de soldados nazistas. E foram. Detalhe: era início do inverno e as águas, na superficie, já estaval cristalizadas pelo gelo. Hipotermia e congelamento de pernas durante a travessia nadada foram alguns de seus obstáculos. 

4a história: Estava no campo. Havia sido capturado pelos nazistas. ZDK e todos os prisioneiros capturados, após terem sido obrigados a cavarem suas valas, foram metralhados. Caídos nas valas, foram enterrados. Após a retirada dos soldados nazistas, civis/camponeses mortos de fome correram para as valas, no intuito de pegarem roupas, calçados e mesmo relógios, dentes de ouro, etc dos cadáveres (prática comum durante as guerras). Após cerca de 15 minutos considerado morto, ZDK via novamente a luz do sol.

ZDK - Histórias Verídicas da II Guerra (Parte 1)

Nascido em 1906 em uma cidade próxima a Varsóvia, ZDK foi o mais velho de 5 irmãos de família nobre e rica, da qual receberia o título de príncipe ( nesta época eram relativamente comuns os títulos de nobreza nas famílias européias).
Em 1939 Varsóvia é invadida pelos nazistas.
ZDK servia às forças armadas polonesas como Capitão de Frota Pesada (vulgo tanques de guerra - não haveria melhor posição a este homem de 1,70m, cabelos castanhos, sóbrio, sisudo, teimoso como uma mula e rude como uma rocha).
A peculiaridade aqui, é que atuava como espião para os Aliados.
O exército soviético, oficialmente contrário ao nazismo, convenientemente aproveitou o ensejo para eliminar representantes de todos aqueles que eram tidos como "inimigos do povo" (Com a tomada do poder pelo comunismo, os nobres e seus representantes passaram a ser considerados inimigos públicos do povo. Eram  e foram assassinados).
Retomando o início deste relato: SDK e sua família eram materialmente abastados e detinham títulos de representantes da nobreza. Portanto..
ZDK estava fora de sua residência. Soube, por um informante seu, que o exército soviético tinha a missão de eliminar todos os "inimigos do povo". Não poderia arriscar ser descoberto (era espião), mas correu na tentativa de avisar seus parentes para que se protegessem.
Esbaforido, chegou somente a tempo de sentir o cheiro da pólvora queimada das metralhadoras comunistas sobre corpos ainda quentes de seus familiares. Somente 1 de seus irmãos havia sobrevivido e conseguido escapar,  com o qual fez contato no pós guerra (parece que este irmão, posteriormente, tornou-se tornou um funcionário da ONU).
Por anos e anos depois do término da guerra, mesmo fora da Europa, ZDK, por recomendação secreta de seu irmão sobrevivente, não assinava seu segundo sobrenome (o sobrenome do título de nobreza). Por precaução. E assim foi até seu falecimento, em 1986, (anterior à Queda do Muro de Berlim).

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Da série: Minhas bizarrices musicais

Fico angustiada por não conseguir ouvir pelo menos 20 músicas completamente diferentes ao mesmo tempo.

Morro de ciúmes das "minhas" músicas. Todas de que gosto. E não são poucas.

Fico indignada quando pessoas de que desgosto citam/mencionam ou simplesmente curtem as mesmas bandas e músicas que eu ouço.

Por mais idiota que seja a letra de uma canção, sempre vejo pelo menos mais 2 significados de interpretação.

Já enterrei relacionamento quando ex namorado postou aleatoriamente uma canção que havia dedicado a mim (nunca mais falei com a pessoa depois disto).

"Moldo" as pessoas que conheço e me lembro delas de acordo com seus gostos musicais.

Em muitas conversas com as pessoas, sempre me lembro de letras de músicas.

Gostaria de poder dialogar o dia inteiro por meio de canções.

Raramente posto músicas sem que aja um profundo significado pra mim, no momento em questão.

Sempre vejo algum significado quando me presenteiam com alguma música.


Fico preocupada comigo mesma quando tenho vontade de ouvir alguma canção ou música que não corresponde (ao menos conscientemente) ao que estou sentindo no momento. Por exemplo, uma música que eu ache animada, mas com letra triste. Superstição.


Tire meu dinheiro, mas jamais em tempo algum roube minhas canções.


Enfim, não mexa nas minhas bandas e músicas! =]




domingo, 26 de junho de 2011

Universo feminino

Completamente apaixonada.
Te odeio, não fale mais comigo.

Me deixe em paz.
Você nem liga mais pra mim. Sumiu. (Por meia hora)

Sou impulsiva.
Sou ponderada.

Sou inconstante.
Sou completamente constante!

Estou gorda.
Estou magra.

Quem era aquela vagabunda que não tirou os olhos de você a noite inteira?
O cara só estava sendo gentil comigo, não seja estúpido!

Pare de me controlar tanto.
Você nem reparou no meu vestido hoje.

Você só pensa em sexo.
Que história é essa de estar com dor de cabeça agora?

Sua mãe sabe se cuidar sozinha!
Coitada da sua mãe! Faz 2 semanas que você não a visita!

Você é insensível, não me entende.
Você é o cara mais paciente, lindo, gostoso e humano que já conheci.

Sei o que digo.
Eu disse sem pensar.

Você me entende.
Você não me compreende.

Odeio jazz.
Até que esse jazz não é tão mau..

Não me telefone e não apareça na minha casa.
Por que demorou tanto a vir? Não sabe que fico preocupada?

Não é TPM.
Desculpe, era TPM.

Não quero sofrer.
Com você, cada momento presente vale o que pode não vir a ser.

Não me chame de estressada.
Sou estressada mesmo.

Não quero te ver na minha frente.
Não saia de perto de mim.

Não preciso que me defenda o tempo todo, sei me cuidar sozinha.
Por que não me defendeu naquela hora?

Sou louca.
Sou a única pessoa sã.

Isto nunca deveria ter acontecido.
Por que demorou tanto pra acontecer?

Sou doce.
Sou amarga.

Sou cruel.
Sou bondosa.
Sou vingativa.
Só quero o teu bem.
Quero que você morra.
Não se atreva a morrer.

Não sei o que quero.
Quero você.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

No conforto e na segurança do seu lar

Assisti Surrogates há alguns meses. Filme de baixa divulgação na mídia, aparentemente pouco comentado e consequentemente de pouco sucesso.  Mistura 3/4 de ação e 1/4 ficção. Poucos efeitos especiais. Um pouco "parado". E amei este filme.
 
Resumo: num famoso futuro próximo, seres humanos permanecem 24 horas por dia conectados a uma máquina, dentro de suas casas, por meio da qual comandam seus andróides substitutos pela força do pensamento. Famílias "vivem" dentro de seus lares, cada pessoa trancada em seu quarto, enquanto seus Substitutos trabalham, estudam, transam, divertem-se, sendo guiador pela mente de seus "donos".
 
Você pode ter o Substitito que quiser. Um andróide macho, fêmea, criança, etc. Os substitutos são jovens, maravilhosos e gostosos. Obviamente, o herói da trama (Bruce Willis), que também tem seu Substituto, inicia seus questionamentos. Ele deseja tocar sua linda esposa, que se recusa a viver "fisicamente", não consegue entender os desejos de seu marido, já que tudo é perfeito neste mundo de robôs conectados às mentes de seus donos.

Não falarei mais sobre o filme, pois acho que deve realmente ser assistido por vocês. E afirmo que não há coincidências ao abordar as semelhanças com a realidade de quem lê este post, neste momento.

Não sou utópica. Adoraria ter a aparência de uma jovem de 24 anos a vida inteira. Adoraria que as pessoas fossem lindas. Mas, ainda assim, não troco minhas experiências humanas e a chance de poder envelhecer ("irrc") e ver todos as falhas e os pontos positivos daqueles com quem convivo. Aqueles que adoro por serem imperfeitos e que me amam com todos meus infinitos defeitos.
Nem que para isso eu precise sair da segurança e do conforto do meu lar.
   


sábado, 14 de maio de 2011

Os 7 passos para criação de um mito virtual (Twitter)

Classificação etária sugerida: + 18 e não portadores de problemas cardíacos. Cenas de verdade explícita e violência a mentes muito sensíveis.

A você, caro leitor calouro neste perverso e maravilhoso mundo virtual (mais especificamente mundo de Twitter), que tem a curiosidade em saber como se transformar em um imito, saiba aqui como passar de uma @ninguem ou @who?? pelo fantástico método Verdade com Fritas em 7 passos :

1-      Faça um perfil idiota. Que fale sobre a mesma coisa todos os dias. Mesmo que não fale absolutamente nada. Adapte seu avatar ao teor (??) expresso em sua BIO (Bio: descrição sumária do que irá abordar em seu twitter).
2-      Crie seus próprios “braços” (fakes), conversando consigo e representando como se fossem @s diferentes.  Repitam frases de efeito, mesmo já tendo sido ditas por centenas de outros. É igualmente importante que troquem #FF entre si.
3-      Associe-se e faça amizade (??) com uma @famosa e experiente no assunto (pelo menos 50000 horas twittdas, divididas entre seus perfis original (@experiente) e centenas de perfis paralelos(vulgos @fakes).


4-      Siga alucinadamente milhares de outras @s. Converse com @experiente e com seus 7864 @braços simultaneamente e como se não houvesse amanhã. Encenem a veracidade de suas vidas “individuais”. Afirmem veementemente seus ideais antimentiras, proverdades. Criem histórias para seus personagens. (Isto é importante, pois lhe dará credibilidade aos seguidores @caidosdeparaquedas, que acreditarão de fato que há centenas de outras @s te seguindo.
5-      Iniciem a suruba de @s. Misturem todos os @braços que tiver criado junto dos @braços de @experiente. Importante que @braços estejam de acordo no processo de transformar você numa @ninguem/@who?? em uma @star. Todos trabalhando em conjunto.
6-      Ao atingir determinado número de seguidores, dê unfollow em metade deles. Afinal só lhe serviram como suporte inicial. Assim, @ninguem /@who?? despertará ainda mais credibilidade a novos seguidores.
7-      Proponha contatos no mundo real. O passo final para garantir e consolidar sua verdadeira (??????) intenção de comprovar que você é você e que os outros são os outros. Mesmo que você ou seus @braços e @braçosexperientes jamais compareçam nos eventos programados. Afinal, desculpas existem aos montes, não?  Faz parte do jogo.

Pronto. @ninguem/@who?? acaba de se tornar a nova @EstrelaqueSobe.

Grau de dificuldade: @@@@
Porções servidas: @@@@@@@@@@@@@@@@@@seguidores
Calorias: @

E se alguma @ aqui presente tiver algo que possa impedir a consolidação desta verdade, que fale agora ou cale-se para sempre. A cerveja está no congelador.


terça-feira, 10 de maio de 2011

Histéricas X Cafajestes: Psicologia de bolso

Longe do intuito de fazer uma análise aprofundada sobre Histeria e Cafajestismo, abordarei de modo simples e prático algumas considerações que explicam a estranha fascinação e a dunâmica de relacionamento entre mulheres (histéricas) e homens (cafajestes).

Antes de mais nada, ambos apresentam profunda dificuldade em estabelecer vínculos afetivos com seus parceiros e, quando o fazem, geralmente são de curtíssima duração.

Histéricas e Cafajestes são similares na manifestação de suas doenças: apresentam intensa necessidade de SEDUZIR o outro, jogam continuamente suas armas na intenção de enredar e eventualmente de concretizar o contato físico, mas são incapazes de dar continuidade ao relacionamento, após consumado o ato (físico ou emocional).

Sofrem, reclamam seus infortúnios e seus dedos podres suas opções para os relacionamentos, mas recusam-se a entender que é exatamente isto que buscam: sedução, enredamento, desova. Nesta ordem.

Por que tanto se atraem estes 2 espécimes? Simples, porque travam uma batalha para seduzir um ao outro, jogam iscas, incentivam o interesse, tem foco na COMPETIÇÃO. São movidos pelo desejo da CONQUISTA, e uma vez conquistado o prêmio, satisfazem-se. E correm para o(s) próximo(s) alvo(s). E choram pelo fato de não terem sido compreendidos pelos últimos parceiros.

O estímulo de ambos é o poder de conquistar/seduzir. E nem tentem imaginar, caros leitores, que você será capaz de modificar o comportamento de seu amado (a). Até pode "amarrar" seu parceiro por vias legais etc, mas jamais conseguirá transformá-los. Caso alguns destes espécimes mudem, será por conta própria e por eles mesmos. Nunca por você.

Como identificá-los? O cafajeste tende a ser galante, destaca todos os pontos que merecem elogios de seu alvo para então atacá-lo. Via de regra não se satisfaz enquanto não o consegue. É paciente, aparentemente seguro de si, oferece seu ombro para ouvir as mágoas (mesmo que o esteja fazendo simultaneamente com outras). Incentiva suas "parceiras" a se abrirem.. em todos os sentidos. Cria laços de confiança. E se vai.

A histérica via de regra apresenta os mesmos comportamentos, mas adaptados à sua "frágil" condição feminina de pessoa dependente e carente de cuidados. Muitas vezes adota a postura de "menina manhosa com a aparência de "fêmea fatal". Sugere continuamente sua delicadeza e sua sensualidade. Busca com frequência a atenção dos outros com atitudes "carentes". Cria laços de intimidade. E se vai.

Portanto, para um cafajeste nada melhor e mais estimulante do que uma histérica. Complementam-se em suas manifestações. E regozijam-se nos breves momentos juntos (quando juntos). E se vão. Eternamente insatisfeitos por não terem AINDA encontrado suas almas gêmeas.

Ambos se destacam pela urgente necessidade de competir e se mostrarem "melhores" do que os demais. Afinal, conseguiram o prêmio, mas simplesmente não consegue usufruir de suas tão cobiçadas conquistas além do momento em questão. São tristes e solitários, a despeito de toda alegria e felicidade que fazem questão de demonstrar. São sós, a despeito de toda companhia que sempre fazem questão de exibir. E a despeito de todos os fãs que acumulam no decorrer de suas vidas.

Portanto, amigos e amigas, se quiserem embarcar nesta, as características estão acima assinaladas para que os identifiquem e façam bom proveito.

Caso não os queiram, vale à pena investigar o histórico de suas vidas amorosas. Investigar de fato, já que tendem, digamos, a ocultar diversos fatos e oferecerem justificativas bastante "convincentes" sobre as tristezas de suas vidas.

FIKADICA!! :)



segunda-feira, 9 de maio de 2011

Sobre o perfil @VerdadecFritas: por que?

Obviamente, o perfil (@verdadecfritas) que comporta este blog é "fake". Entre aspas, já que jamais escondi de ninguém quem sou e muito menos menti sobre informações a meu respeito. Simplesmente não divulguei. E não me dei ao trabalho de informar o que ninguém perguntou.

Verdade com Fritas surgiu de um brainstorm na timeline de meu perfil original de twitter, numa tentativa de ridicularizar, ironizar e criticar perfis cheios de verdades absolutas e genéricas expostos por perfis que falam sobre sobre amor, relacionamentos, homens, mulheres, ética etc. Perfis que afirmam verdades a partir de seus pontos de vista particulares e as generalizam. Portanto, porque não a brincadeira de trazer MINHAS verdades, igualmente genéricas, servidas com cerveja e fritas?

Discorro sobre o que observo. Sobre as teorias e especialmente DICAS sobre como agir, o que muito me incomoda. Oras, alguém segue dicas? Pior: com que moral aqueles que oferecem tantos conselhos o fazem, uma vez que eles mesmos não os praticam?

Claro, cometo muitos erros. Uma centena deles por dia. De alguns me arrependo, de outros não.

Mas, por que as pessoas se incomodam tanto com o que digo e afirmo? Seria a forma como digo? (Já me disseram que a maneira como me expresso gera muito desconforto.. talvez seja isso, não sei).

Ao abrir a conta Verdade Com Fritas, alguns poucos me conheciam. Nada me perguntaram, nada falei. Se tivessem questionado, certamente eu teria falado. Outros, tenho a certeza de que passaram a me conhecer. Alguns ainda não.

Meu objetivo inicial era formar um grupo de pessoas e seguir perfis que me fazem rir e pensar, pois estava cansada de tanta mesmice e aborrecimentos diversos no perfil original. Mas, como não planejo (sobre isto discorri em um dos primeiros posts deste blog) e sim improviso, esta conta foi tomando outra forma. Forma esta que pretendo controlar, embora ainda eu não saiba como.

Não sou dona da verdade. Mas, relato o que observo. E odeio quando "verdades massificadas" são empurradas e aplaudidas. Penso, questiono e desta forma, gostaria que as população chegasse a suas próprias verdades. A lobotomia de opiniões me incomoda. Demais mesmo.

Quer me ofender? Não perca seu tempo dizendo que sou velha, gorda, magra, reta, mal amada, galinha etc (isso não chega a me fazer cócegas), mas teste minha inteligência. Aí sim, terá me ofendido. Nunca tive medo de falar dos meus medos, ao contrário, isso me torna forte. A ponto de me tornar praticamente inatingível. Mas, jamais ofenda minha inteligência. Muitos deveriam saber disso, já que sempre aviso.

E se aviso, então por que insistem em ofender minha inteligência? Ah... talvez porque estejam tão acostumados a mentir e a ouvir mentiras dos outros.

Concluo com a seguinte constatação (de algum autor, não sei): Todos proclamam suas necessidades de ouvir verdades. Afirmam querer a verdade nada mais que a verdade. O único problema é que não conseguem digerir o que ouvem.

Lamento que as poucas pessoas em que confiei não souberam entender o quão verdadeira sempre fui em minhas colocações. E lamento ainda mais a falta de franqueza de algumas pessoas ao me relatarem  "verdades genéricas" (que, pra mim, estão há uma distância bem curta das mentiras).

Em tempo: eu também minto. Só tento fazer disso uma exceção em minha vida. Soyloka?



quinta-feira, 21 de abril de 2011

Manifestação de Deus na Terra

Pra quem não sabe, sou fissurada em música. Quase todo tipo. Ouço música 20 horas por dia. Nas 4 horas restantes estou dormindo. Todo ser humano gosta de música, mas a música é minha linguagem. 

Também amo música clássica. Muito. Meus preferidos? Beethoven, Chopin, Tchaikowsky. São intensos, passionais, apaixonados, geniais. Não gosto tanto de Mozart (questão de estilo mesmo), mas reconheço sua genialidade.

Sempre que revejo ou relembro a biografia de 2 compositores clássicos (Mozart e Beethoven) tenho a absoluta certeza de que são a teoria comprovada da existência de Deus.

Mozart compôs sua 1ª obra aos 5 anos de idade. Isso mesmo. Cresceu. O que tinha de irreverente, irresponsável, devasso e imaturo, tinha de brilhantismo. Dizia que ouvia a opera em sua cabeça e simplesmente a escrevia. Sem rascunhos. Já tentou fazer isso? Praticamente impossível. Compôs obras geniais.

Beethoven, de infância difícil, maltratado pelo pai. Cresceu. Estava acostumado a ser odiado por todos devido à sua, digamos, pouca facilidade no trato interepessoal. Era grosseiro, intratável, egocêntrico. Não se sabe ao certo a origem de sua surdez, mas sabe-se que por volta dos 32 anos sequer conseguia se comunicar adequadamente. Faleceu aos 36 (com um corpinho de 89!!). Compôs sua inesquecível 9ª Sinfonia completamente surdo (posteriormente readaptada e conhecida como "Jesus Alegria dos Homens"). Não ouvia fisicamente,  ouvia a música na cabeça e a transcrevia. 

Meu 1o ponto: como uma criança de 5, 7 ou 12  anos pode compor obras magníficas sem a "devida técnica do aprendizado"? A técnica é necessária, claro, mas como forma de concretizar ou de "materializar" o que já existe dentro de cada um. Hoje em dia é facílimo desenvolver técnicas. A tecnologia permite tudo. CONTUDO, a téncnica não desenvolve sensibilidade e muito menos genialidade.

Meu 2o ponto: seres humanos, seres vivos em geral são somente receptáculos que servem como veículos para a manifestação do divino neste plano material.  Utilizo aqui o exemplo da música, mas vale pra qualquer "dom": pintura, números, dança, enfim. Mozart e Beethoven foram exemplos irrefutáveis de pessoas que serviram unicamente como receptáculo deste Divino..

Espero que o vídeo abaixo consiga demonstrar o que quero dizer. Este filme, particularmente, parece ser bem recheado de ficção ( a apresentação da 9a sinfonia teria sido feita por outro maestro e a orquestra teria sido avisada de não dar atenção à regência de Bethoven, já que não conseguia ouvir os músicos e, portanto, não poderia conduzi-los). Dizem que por várias vezes, durante esta apresentação, a platéia o teria ovacionado, completamente comovida e embasbacada.



Ótima Páscoa a todos


terça-feira, 19 de abril de 2011

Auto estima feminina?? Hum hum...Ficam bem nos blogs..

Quantos e quantos blogs existem por aqui? Centenas. De meninas, mulheres ou meninas mulheres, enfim. Nenhum deles, curiosamente, mostra o retrato (fotografia/imagem/avatar, como queiram, de suas proprietárias, mas supomos sempre serem mulheres com M, confiantes, seguras, lindas e principalmente dotadas de auto estima. Afinal, é o que pregam.

Contudo, porém e todavia, tenho notado um "leve" desalinhamento entre tantas pregações imperativas versus suas práticas (que novidade, não?).

Fato curioso e (pra mim) inédito até então é que senhouritas tão bem cotadas, que afirmam terem 1000 cabeças de homens héteros num estalar de dedos, como fazem questão de publicar em seus diários virtuais, têm disputado atenção a tapa (ou praticamente) de cidadãos masculinos que não valem uma linha do twitt que escrevem.

Perfis com milhares e milhares de seguidoras fanáticas. E tais Ladies, formadoras de opinião (????) se prestam a tamanha humilhação. Sim, uma patética e triste situação de disputa por uma criatura tão vil quanto hipócrita e canalha.

Então vocês me perguntam: "Como assim, Verdade com Fritas? Tais moças são Deusas!" E vos digo: "Pois é..."

Sem me estender, pois não tenho a intenção de expor ninguém, deixo 1 pergunta e 1 comentário:

Você, doce criança que está afoitamente na disputa (?????) com suas rivais (??) por um homem tão maravilhoso, romântico etc.. Já parou pra pensar no TIPO de pessoa que é este homem? Pois, se ele está ou é tão apaixonado por você, por que cargas d´agua não te assume abertamente? E POR QUE, EM NOME DE DEUS, este ente masculino faz tanta questão de te machucar jogando tudo isto na SUA CARA? Pior: jogando na sua cara e você conivente com a situação!!!

A pergunta que fiz não me choca tanto quanto a conclusão a que cheguei: auto estima? Fica ótima nos escritos, tal qual o falso sorriso de uma propaganda de margarina. E se estes caras fazem o que fazem com vocês, o que vocês acham que ele fará depois? Ou realmente acreditam, doces misses, que com vocês ele "acertará o rumo"?

Recuperem de fato suas dignidades, ladies! No virtual, no real ou na putaqueopariu, mas recuperem. Só então nos venham com dicas e sugestões sobre relacionamentos.

Um beijo com fritas.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Caros,
um pequeno acontecimento hoje me levou a escrever este post, cujo motivo espero ficar claro ao final.
Iniciemos a "aula" com estes 2 vocábulos de significado semelhante, porém distintos:

Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa:

MENTIRA
Acepções
substantivo feminino
1    ato ou efeito de mentir; engano, falsidade, fraude
2    hábito de mentir
3    afirmação contrária à verdade a fim de induzir a erro
4    qualquer coisa feita na intenção de enganar ou de transmitir falsa impressão
5    pensamento, opinião ou juízo falso
6    Derivação: por extensão de sentido.
     aquilo que é enganador, que ilude, que se aproxima da verdade ou é real apenas na aparência; ilusão, fábula, ficção 
   
IRONIA
Acepções substantivo feminino
1    Rubrica: retórica.
     figura por meio da qual se diz o contrário do que se quer dar a entender; uso de palavra ou frase de sentido diverso ou oposto ao que deveria ser empr., para definir ou denominar algo [A ironia ressalta do contexto.]
1.1    Rubrica: literatura.
     esta figura, que se caracteriza pelo emprego inteligente de contrastes, us. literariamente para criar ou ressaltar certos efeitos humorísticos 
2    qualquer comentário ou afirmação irônica
3    Derivação: por extensão de sentido.
     uso de palavra, expressão ou acepção de caráter sarcástico; zombaria
5    Derivação: sentido figurado.
     contraste ou incongruência entre o resultado real de uma seqüência de acontecimentos e o que seria o resultado normal ou esperado
5.1    Derivação: sentido figurado.
     acontecimento ou resultado marcado por esse contraste ou incongruência 


Ou seja:

A mentira sempre traz o ato INTENCIONAL de enganar.
A ironia traz o intenção do ESCÁRNIO e da ZOMBARIA. O contrário do que se quer dizer.

A mentira tem como objetivo ocultar, ludibriar. Pressupõe a falta de discernimento do receptor (pessoa para quem é dirigida a mentira) para identificar o falso do verdadeiro.

A ironia tem como objetivo ressaltar o absurdo da situação, do contexto ou colocação feita. Pressupõe a capacidade do receptor (descrito acima) de compreender o chiste e discernir o real do verdadeiro.
A ironia, tecnicamente, envolve uma mentira. A mentira não necessariamente envolve a ironia.

Exemplos ilustrativos:
MENTIRA: Moro em um palacete com 34 cômodos. Tenho 6 criados, minha vida é linda e tranquila e dinheiro me sobra.
IRONIA:  Moro em um palacete com 34 cômodos. Tenho 6 criados, minha vida é linda e tranquila e dinheiro me sobra.

No primeiro exemplo (MENTIRA), afirma-se com veemência o conteúdo da frase, a fim de fazer com que os receptores da mensagem acreditem de fato no que foi dito. Pressupõe-se que os receptores não tenham condições (por diversos motivos que aqui não abordarei) de entender e questionar a veracidade de tal afirmação.
No segundo exemplo (IRONIA), afirma-se algo contrário à realidade com a intenção de zombar da mesma. Pressupõe-se que seus receptores conheçam a realidade do emissor (aquele que emitiu a afirmação) ou que tenham capacidade para questionar a validade do que foi dito.

Finalmente, por que este assunto? Porque se existe algo que pode me ofender (uma das poucas coisas,  aliás) e me chamarem de mentirosa.
Se já menti? Óbvio que sim. E minto ao menos umas 5 vezes por dia. Geralmente por motivos "diplomáticos" (Uma desculpa para não precisar ir a uma reunião enfadonha de trabalho com chefe panaca, por exemplo). Não sou santa, não sou Deus, não sou monja, mas no dia-a-dia, conquistei um certo respeito por parte das pessoas com quem convivo (profissionalmente, familiarmente etc).
Fato é que felizmente (acho, por sorte, não sei), desde cedo me dei conta de que as mentiras me delatam. Eu me entrego. Prefiro, por isso, desde há muito e muito tempo, falar a verdade quando me perguntam. Por mais absurda que seja.
Se perco a hora para o trabalho e me questionam não tenho dúvidas: "Desculpe, perdi a hora. "
Se não consigo produzir: "Estou cansada, me disperso, preciso de alguns dias de descanso".
Se uma parente me convida para um chá de bebê: "Vc vai ficar muito chateada se eu não for?"

E acreditem: as pessoas entendem!!!! A ponto de se anteciparem com algumas saídas. Sabem como sou.  E este "como sou" envolve inclusive uma convivência, por muitas vezes, virtual. Gente que nunca me viu ao vivo.

Por outro lado, minha vida, minha linguagem foi escrita por meio das ironias. Dos questionamentos e das brincadeiras. Disto não consigo me livrar. E, parafraseando uma colega (só a conheço virtualmente) de que gosto muito, creio que esta minha "diferença" (dentre outras tantas), ao mesmo tempo que me gera certo sofrimento e dificuldade de enquadramento, é também uma das minhas maiores soberbas.

Portanto, amiguinhos, não me chamem de mentirosa. A não ser que queiram cortar relações. Não duvidem da importância disto na minha vida, porque já cortei muitas. Eu instigo as pessoas, cutuco, provoco e levanto dúvidas continuamente. Para que pensem. Se estou errada em alguma colocação, mostem-me. Mostrem-me com clareza e não com a construção de um factóide compartilhado por outros tantos. Do contrário, mantenho meus posicionamentos e minhas verdades insosas.

Creio que seja desnecessário dizer o quanto abomino pessoas influenciáveis. Eu sei.. este é um dos meus calvários.

Uma cena filme "Training Day" (o maravilhoso Denzel é um policial corrupto, líder de uma equipe igualmente corrupta. Está treinando um novato, que na cena abaixo finalmente não consegue compactuar com a situação).  A quem se interessar, a partir do 8.45 (após invadir a casa de um traficante). Tirem suas próprias conclusões:


Frase brilhante (sem ironia) de Denzel ao novato: " A verdade não é o que você vê, mas o que você pode provar".
Meu comentário: Ainda que não se consiga provar, a verdade É O QUE VOCÊ SABE. Sua consciência dita, independente de quantas pessoas digam o contrário.


quarta-feira, 13 de abril de 2011

Dar ou não dar no 1o encontro? (Mais uma vez esse tema..)

Novamente inspirada em uma enquete feita no twitter faço meus comentários: observando manifestações "indignadas" de algumas mulheres, comentários liberais de outras, homens incentivando o sexo no  primeiro encontro e raros espécimes masculinos defendendo com franqueza o que realmente pensam, vou às minhas pontuações.
O tema é: "mulheres ficam em dúvida em relação ao sexo no 1o encontro?"
Então vamos lá.
Quando comecei a trepar, mantinha o mesmo discurso das moças liberais: "Dou pra quem e quando quero e daí?" Eu defendia ferozmente essa postura. E sempre fui apoiada. Por desconhecidos e alguns amigos.
Com o passar do tempo, entendi que as coisas não são bem assim. Ou melhor, continuam sendo, mas percebi que o discurso adotado por pseudo homens liberais está longe de sua prática e principalmente de seus valores.
Me parece que ALGUNS homens tem tentado realmente alinhar suas falas às suas atitudes. Entretanto, estão longe de conseguir o equilíbrio. Estes seres defendem a liberalidade,  o liberalismo sexual, incentivam mulheres. O mundo hoje facilita  (felizmente) que mulheres também tenham prazer sem a culpa tão presente ha cerca de 50 anos.
Homens cobram suas mulheres ou mesmo desconhecidas para que se tornem mais "soltas", que dêem no primeiro encontro. E lamentavelmente não tem a menor coerência pra assumirem isso. Os que incentivam (e vejam bem, existem alguns incentivadores extremamente convincentes) também são  os que recriminam posteriormente.
O velho discurso de que não existem regras prevalece. Mas, na prática, não aplicam.
Vejo inúmeras mulheres comentando as maravilhas (?) de suas vidas sexuais por aqui. Mas, experimente "aprofundar" suas falas e verão que o negócio não está tão maravilhoso. O machismo impera. Machismo no mau sentido. No sentido da canalhice.
Por isso lhes digo (especialmente para mulheres): quer dar? Dê! A Idade Média se foi e o mundo taí pra ser aproveitado. Já fiz mais coisas "bizarras" do que possam sonhar as jovens safadinhas, mas hoje me calo (não publico). Discrição é a palavra chave. Não espere absolutamente nada do cara (especialmente o que o incentiva a isso), pois acredite ou não, ele está ou estará casado com uma tonga. Que não deu pra ele no primeiro encontro.

Sou a favor da igualdade de prazeres. E do respeito. E, até onde sei, respeito é um conjunto de expecativas, atitudes e valores que devem ser mutuamente correspondidos.
Aprendi das formas mais difíceis o que estou dizendo agora aqui. Espero que seja de alguma utilidade a quem ler.


segunda-feira, 11 de abril de 2011

Ninguém me ama nas redes sociais? (Resposta a um amigo)

Acabo de ler uma pergunta/lamentação/comentário de um conhecido, aparentemente decepcionado com o fato de sua rede de seguidores virtuais não terem reclamado sua presença (ou ausência) durante alguns dias em que esteve fora.
A você, caro desconhecido e colega de redes, quero dizer algumas coisas:

1- Ninguém ama ninguém. Se já é difícil conhecer 1 ou 2 pessoas de quem você realmente goste no mundo real (e vice versa), no mundo virtual isso é praticamente impossível. Avatares e afins amam a si próprios. SIM! A si próprios. Amam o fato de estarem sendo amados, admirados, reverenciados, referenciados, divulgados. Amam quando você os bajula. Esquecem-no quando você deixa de adulá-los.

2- Avatares fakes (em sua maioria), que via de regra carregam o conteúdo teórico de uma anta no cio (repertório de um filme pornô). Não exija nada mais do que isso de tais perfis, pois não terão capacidade para elaborar qualquer coisa além de gemidos ou estimular fantasias de cunho libidinoso (por mais absurdas que sejam) por parte de seus fiéis seguidores.

Diferenças básicas entre mulheres e homens:

Quanto às mulheres, seres complexos e insatisfeitos:
1- Encantam-se por idéias, belas palavras, por pessoas que enfatizem continuamente seus dotes físicos, mas também sua inteligência entre aspas, pois.. bem, pois inteligência não é exatamente o ponto forte da maioria dos seres em questão. E isso pouco importa: somente eleve o ego de tais pessoas com elogios às suas lastimáveis brilhantes colocações.

2- A grande maioria, talvez por consequência de suas (nossas) carências, PRECISA ser mimada continuamente. Não por que gostem de você ou de qualquer um, mas gostam da idéia de acharem que estão sendo amadas com exclusividade.

3- Precisam chorar suas mágoas, frustrações e tristezas em relação a algum caso amoroso fracassado. Em relação a algum cara que mentiu, que não lhes dão atenção, que as traiu, que não as traiu, enfim. E aceitam o colo, aconchego e as efêmeras rotineiras frases de apoio seu consolo tão rapidamente quanto o tempo que levam para abrir seus MSNs.

Quanto aos homens, estas criaturas tão magnificamente simplórias em suas necessidades:
1- Precisam somente de um avatar sensual, sexual ou qualquer coisa que sugestione suas imaginações primárias e instintivas. Pouco se importam com o que se diga. Vão estimular seus objetos de fantasia continuamente. Vão confortá-las, magoá-las e continuarão oferecendo apoio, conselhos e frases motivacionais.

Ninguém ama ninguém. Completam-se em suas necessidades antagônicas que nunca tem fim.

Quer uma dica? (Povo adora uma dica). Aí vai: coloque em prática aquilo que vive dizendo em suas citações poéticas, em suas crises de raiva, em seus conselhos generosamente compartilhados por todos:
DIVIRTA-SE COM VOCÊ MESMO. É o bastante, ao menos neste sádico ambiente virtual.




domingo, 10 de abril de 2011

Teste.

Parcos conhecimentos tecnológicos. Uma zebra no que se refere a ferramentas de web. Muito observadora, mas nada detalhista (grande gap, já que pouco me preocupo com layouts - uma constante na minha vida profissional e muitas vezes pessoal, para grande desespero de pessoas minuciosas e altamente visuais).
A meu favor, minha capacidade de aprendizagem. Sim, sou rápida, esperta, capto as coisas e junto as peças de uma rede mental em segundos. Desde que o assunto me interesse.
Veremos como evoluirá este blog. Ou a tentativa dele.
O template não me agradou e provalemente o modificarei. Não agora, pois minha paciência esgotou.
Teste finalizado.