Contra dicas, a favor da maiêutica. Quanto às fritas? Elementar, meus caros: verdades são indigestas e ácidas. French fry e uma cerveja sempre ajudam a engolir. Sem cospir.
Classificação etária sugerida: + 18 e não portadores de problemas cardíacos. Cenas de verdade explícita e violência a mentes muito sensíveis.
A você, caro leitor calouro neste perverso e maravilhoso mundo virtual (mais especificamente mundo de Twitter), que tem a curiosidade em saber como se transformar em um imito, saiba aqui como passar de uma @ninguem ou @who?? pelo fantástico método Verdade com Fritas em 7 passos :
1-Faça um perfil idiota. Que fale sobre a mesma coisa todos os dias. Mesmo que não fale absolutamente nada. Adapte seu avatar ao teor (??) expresso em sua BIO (Bio: descrição sumária do que irá abordar em seu twitter).
2-Crie seus próprios “braços” (fakes), conversando consigo e representando como se fossem @s diferentes. Repitam frases de efeito, mesmo já tendo sido ditas por centenas de outros. É igualmente importante que troquem #FF entre si.
3-Associe-se e faça amizade (??) com uma @famosa e experiente no assunto (pelo menos 50000 horas twittdas, divididas entre seus perfis original (@experiente) e centenas de perfis paralelos(vulgos @fakes).
4-Siga alucinadamente milhares de outras @s. Converse com @experiente e com seus 7864 @braços simultaneamente e como se não houvesse amanhã. Encenem a veracidade de suas vidas “individuais”. Afirmem veementemente seus ideais antimentiras, proverdades. Criem histórias para seus personagens. (Isto é importante, pois lhe dará credibilidade aos seguidores @caidosdeparaquedas, que acreditarão de fato que há centenas de outras @s te seguindo.
5-Iniciem a suruba de @s. Misturem todos os @braços que tiver criado junto dos @braços de @experiente. Importante que @braços estejam de acordo no processo de transformar você numa @ninguem/@who?? em uma @star. Todos trabalhando em conjunto.
6-Ao atingir determinado número de seguidores, dê unfollow em metade deles. Afinal só lhe serviram como suporte inicial. Assim, @ninguem /@who?? despertará ainda mais credibilidade a novos seguidores.
7-Proponha contatos no mundo real. O passo final para garantir e consolidar sua verdadeira (??????) intenção de comprovar que você é você e que os outros são os outros. Mesmo que você ou seus @braços e @braçosexperientes jamais compareçam nos eventos programados. Afinal, desculpas existem aos montes, não? Faz parte do jogo.
Pronto. @ninguem/@who?? acaba de se tornar a nova @EstrelaqueSobe.
Grau de dificuldade: @@@@
Porções servidas: @@@@@@@@@@@@@@@@@@seguidores
Calorias: @
E se alguma @ aqui presente tiver algo que possa impedir a consolidação desta verdade, que fale agora ou cale-se para sempre. A cerveja está no congelador.
Longe do intuito de fazer uma análise aprofundada sobre Histeria e Cafajestismo, abordarei de modo simples e prático algumas considerações que explicam a estranha fascinação e a dunâmica de relacionamento entre mulheres (histéricas) e homens (cafajestes).
Antes de mais nada, ambos apresentam profunda dificuldade em estabelecer vínculos afetivos com seus parceiros e, quando o fazem, geralmente são de curtíssima duração.
Histéricas e Cafajestes são similares na manifestação de suas doenças: apresentam intensa necessidade de SEDUZIR o outro, jogam continuamente suas armas na intenção de enredar e eventualmente de concretizar o contato físico, mas são incapazes de dar continuidade ao relacionamento, após consumado o ato (físico ou emocional).
Sofrem, reclamam seus infortúnios e seus dedos podres suas opções para os relacionamentos, mas recusam-se a entender que é exatamente isto que buscam: sedução, enredamento, desova. Nesta ordem.
Por que tanto se atraem estes 2 espécimes? Simples, porque travam uma batalha para seduzir um ao outro, jogam iscas, incentivam o interesse, tem foco na COMPETIÇÃO. São movidos pelo desejo da CONQUISTA, e uma vez conquistado o prêmio, satisfazem-se. E correm para o(s) próximo(s) alvo(s). E choram pelo fato de não terem sido compreendidos pelos últimos parceiros.
O estímulo de ambos é o poder de conquistar/seduzir. E nem tentem imaginar, caros leitores, que você será capaz de modificar o comportamento de seu amado (a). Até pode "amarrar" seu parceiro por vias legais etc, mas jamais conseguirá transformá-los. Caso alguns destes espécimes mudem, será por conta própria e por eles mesmos. Nunca por você.
Como identificá-los? O cafajeste tende a ser galante, destaca todos os pontos que merecem elogios de seu alvo para então atacá-lo. Via de regra não se satisfaz enquanto não o consegue. É paciente, aparentemente seguro de si, oferece seu ombro para ouvir as mágoas (mesmo que o esteja fazendo simultaneamente com outras). Incentiva suas "parceiras" a se abrirem.. em todos os sentidos. Cria laços de confiança. E se vai.
A histérica via de regra apresenta os mesmos comportamentos, mas adaptados à sua "frágil" condição feminina de pessoa dependente e carente de cuidados. Muitas vezes adota a postura de "menina manhosa com a aparência de "fêmea fatal". Sugere continuamente sua delicadeza e sua sensualidade. Busca com frequência a atenção dos outros com atitudes "carentes". Cria laços de intimidade. E se vai.
Portanto, para um cafajeste nada melhor e mais estimulante do que uma histérica. Complementam-se em suas manifestações. E regozijam-se nos breves momentos juntos (quando juntos). E se vão. Eternamente insatisfeitos por não terem AINDA encontrado suas almas gêmeas.
Ambos se destacam pela urgente necessidade de competir e se mostrarem "melhores" do que os demais. Afinal, conseguiram o prêmio, mas simplesmente não consegue usufruir de suas tão cobiçadas conquistas além do momento em questão. São tristes e solitários, a despeito de toda alegria e felicidade que fazem questão de demonstrar. São sós, a despeito de toda companhia que sempre fazem questão de exibir. E a despeito de todos os fãs que acumulam no decorrer de suas vidas.
Portanto, amigos e amigas, se quiserem embarcar nesta, as características estão acima assinaladas para que os identifiquem e façam bom proveito.
Caso não os queiram, vale à pena investigar o histórico de suas vidas amorosas. Investigar de fato, já que tendem, digamos, a ocultar diversos fatos e oferecerem justificativas bastante "convincentes" sobre as tristezas de suas vidas.
Obviamente, o perfil (@verdadecfritas) que comporta este blog é "fake". Entre aspas, já que jamais escondi de ninguém quem sou e muito menos menti sobre informações a meu respeito. Simplesmente não divulguei. E não me dei ao trabalho de informar o que ninguém perguntou.
Verdade com Fritas surgiu de um brainstorm na timeline de meu perfil original de twitter, numa tentativa de ridicularizar, ironizar e criticar perfis cheios de verdades absolutas e genéricas expostos por perfis que falam sobre sobre amor, relacionamentos, homens, mulheres, ética etc. Perfis que afirmam verdades a partir de seus pontos de vista particulares e as generalizam. Portanto, porque não a brincadeira de trazer MINHAS verdades, igualmente genéricas, servidas com cerveja e fritas?
Discorro sobre o que observo. Sobre as teorias e especialmente DICAS sobre como agir, o que muito me incomoda. Oras, alguém segue dicas? Pior: com que moral aqueles que oferecem tantos conselhos o fazem, uma vez que eles mesmos não os praticam?
Claro, cometo muitos erros. Uma centena deles por dia. De alguns me arrependo, de outros não.
Mas, por que as pessoas se incomodam tanto com o que digo e afirmo? Seria a forma como digo? (Já me disseram que a maneira como me expresso gera muito desconforto.. talvez seja isso, não sei).
Ao abrir a conta Verdade Com Fritas, alguns poucos me conheciam. Nada me perguntaram, nada falei. Se tivessem questionado, certamente eu teria falado. Outros, tenho a certeza de que passaram a me conhecer. Alguns ainda não.
Meu objetivo inicial era formar um grupo de pessoas e seguir perfis que me fazem rir e pensar, pois estava cansada de tanta mesmice e aborrecimentos diversos no perfil original. Mas, como não planejo (sobre isto discorri em um dos primeiros posts deste blog) e sim improviso, esta conta foi tomando outra forma. Forma esta que pretendo controlar, embora ainda eu não saiba como.
Não sou dona da verdade. Mas, relato o que observo. E odeio quando "verdades massificadas" são empurradas e aplaudidas. Penso, questiono e desta forma, gostaria que as população chegasse a suas próprias verdades. A lobotomia de opiniões me incomoda. Demais mesmo.
Quer me ofender? Não perca seu tempo dizendo que sou velha, gorda, magra, reta, mal amada, galinha etc (isso não chega a me fazer cócegas), mas teste minha inteligência. Aí sim, terá me ofendido. Nunca tive medo de falar dos meus medos, ao contrário, isso me torna forte. A ponto de me tornar praticamente inatingível. Mas, jamais ofenda minha inteligência. Muitos deveriam saber disso, já que sempre aviso.
E se aviso, então por que insistem em ofender minha inteligência? Ah... talvez porque estejam tão acostumados a mentir e a ouvir mentiras dos outros.
Concluo com a seguinte constatação (de algum autor, não sei): Todos proclamam suas necessidades de ouvir verdades. Afirmam querer a verdade nada mais que a verdade. O único problema é que não conseguem digerir o que ouvem.
Lamento que as poucas pessoas em que confiei não souberam entender o quão verdadeira sempre fui em minhas colocações. E lamento ainda mais a falta de franqueza de algumas pessoas ao me relatarem "verdades genéricas" (que, pra mim, estão há uma distância bem curta das mentiras).
Em tempo: eu também minto. Só tento fazer disso uma exceção em minha vida. Soyloka?
Pra quem não sabe, sou fissurada em música. Quase todo tipo. Ouço música 20 horas por dia. Nas 4 horas restantes estou dormindo. Todo ser humano gosta de música, mas a música é minha linguagem.
Também amo música clássica. Muito. Meus preferidos? Beethoven, Chopin, Tchaikowsky. São intensos, passionais, apaixonados, geniais. Não gosto tanto de Mozart (questão de estilo mesmo), mas reconheço sua genialidade.
Sempre que revejo ou relembro a biografia de 2 compositores clássicos (Mozart e Beethoven) tenho a absoluta certeza de que são a teoria comprovada da existência de Deus.
Mozart compôs sua 1ª obra aos 5 anos de idade. Isso mesmo. Cresceu. O que tinha de irreverente, irresponsável, devasso e imaturo, tinha de brilhantismo. Dizia que ouvia a opera em sua cabeça e simplesmente a escrevia. Sem rascunhos. Já tentou fazer isso? Praticamente impossível. Compôs obras geniais.
Beethoven, de infância difícil, maltratado pelo pai. Cresceu. Estava acostumado a ser odiado por todos devido à sua, digamos, pouca facilidade no trato interepessoal. Era grosseiro, intratável, egocêntrico. Não se sabe ao certo a origem de sua surdez, mas sabe-se que por volta dos 32 anos sequer conseguia se comunicar adequadamente. Faleceu aos 36 (com um corpinho de 89!!). Compôs sua inesquecível 9ª Sinfonia completamente surdo (posteriormente readaptada e conhecida como "Jesus Alegria dos Homens"). Não ouvia fisicamente, ouvia a música na cabeça e a transcrevia.
Meu 1o ponto: como uma criança de 5, 7 ou 12 anos pode compor obras magníficas sem a "devida técnica do aprendizado"? A técnica é necessária, claro, mas como forma de concretizar ou de "materializar" o que já existe dentro de cada um. Hoje em dia é facílimo desenvolver técnicas. A tecnologia permite tudo. CONTUDO, a téncnica não desenvolve sensibilidade e muito menos genialidade.
Meu 2o ponto: seres humanos, seres vivos em geral são somente receptáculos que servem como veículos para a manifestação do divino neste plano material. Utilizo aqui o exemplo da música, mas vale pra qualquer "dom": pintura, números, dança, enfim. Mozart e Beethoven foram exemplos irrefutáveis de pessoas que serviram unicamente como receptáculo deste Divino..
Espero que o vídeo abaixo consiga demonstrar o que quero dizer. Este filme, particularmente, parece ser bem recheado de ficção ( a apresentação da 9a sinfonia teria sido feita por outro maestro e a orquestra teria sido avisada de não dar atenção à regência de Bethoven, já que não conseguia ouvir os músicos e, portanto, não poderia conduzi-los). Dizem que por várias vezes, durante esta apresentação, a platéia o teria ovacionado, completamente comovida e embasbacada.
Quantos e quantos blogs existem por aqui? Centenas. De meninas, mulheres ou meninas mulheres, enfim. Nenhum deles, curiosamente, mostra o retrato (fotografia/imagem/avatar, como queiram, de suas proprietárias, mas supomos sempre serem mulheres com M, confiantes, seguras, lindas e principalmente dotadas de auto estima. Afinal, é o que pregam.
Contudo, porém e todavia, tenho notado um "leve" desalinhamento entre tantas pregações imperativas versus suas práticas (que novidade, não?).
Fato curioso e (pra mim) inédito até então é que senhouritas tão bem cotadas, que afirmam terem 1000 cabeças de homens héteros num estalar de dedos, como fazem questão de publicar em seus diários virtuais, têm disputado atenção a tapa (ou praticamente) de cidadãos masculinos que não valem uma linha do twitt que escrevem.
Perfis com milhares e milhares de seguidoras fanáticas. E tais Ladies, formadoras de opinião (????) se prestam a tamanha humilhação. Sim, uma patética e triste situação de disputa por uma criatura tão vil quanto hipócrita e canalha.
Então vocês me perguntam: "Como assim, Verdade com Fritas? Tais moças são Deusas!" E vos digo: "Pois é..."
Sem me estender, pois não tenho a intenção de expor ninguém, deixo 1 pergunta e 1 comentário:
Você, doce criança que está afoitamente na disputa (?????) com suas rivais (??) por um homem tão maravilhoso, romântico etc.. Já parou pra pensar no TIPO de pessoa que é este homem? Pois, se ele está ou é tão apaixonado por você, por que cargas d´agua não te assume abertamente? E POR QUE, EM NOME DE DEUS, este ente masculino faz tanta questão de te machucar jogando tudo isto na SUA CARA? Pior: jogando na sua cara e você conivente com a situação!!!
A pergunta que fiz não me choca tanto quanto a conclusão a que cheguei: auto estima? Fica ótima nos escritos, tal qual o falso sorriso de uma propaganda de margarina. E se estes caras fazem o que fazem com vocês, o que vocês acham que ele fará depois? Ou realmente acreditam, doces misses, que com vocês ele "acertará o rumo"?
Recuperem de fato suas dignidades, ladies! No virtual, no real ou na putaqueopariu, mas recuperem. Só então nos venham com dicas e sugestões sobre relacionamentos.
Um beijo com fritas.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Caros,
um pequeno acontecimento hoje me levou a escrever este post, cujo motivo espero ficar claro ao final.
Iniciemos a "aula" com estes 2 vocábulos de significado semelhante, porém distintos:
Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa:
MENTIRA Acepções ■substantivo feminino 1 ato ou efeito de mentir; engano, falsidade, fraude 2 hábito de mentir 3afirmação contrária à verdade a fim de induzir a erro 4 qualquer coisa feita na intenção de enganar ou de transmitir falsa impressão 5 pensamento, opinião ou juízo falso 6Derivação: por extensão de sentido. aquilo que é enganador, que ilude, que se aproxima da verdade ou é real apenas na aparência; ilusão, fábula, ficção IRONIA Acepções■substantivo feminino 1Rubrica: retórica. figura por meio da qual se diz o contrário do que se quer dar a entender; uso de palavra ou frase de sentido diverso ou oposto ao que deveria ser empr., para definir ou denominar algo [A ironia ressalta do contexto.] 1.1Rubrica: literatura. esta figura, que se caracteriza pelo emprego inteligente de contrastes, us. literariamente para criar ou ressaltar certos efeitos humorísticos 2 qualquer comentário ou afirmação irônica 3Derivação: por extensão de sentido. uso de palavra, expressão ou acepção de caráter sarcástico; zombaria 5Derivação: sentido figurado. contraste ou incongruência entre o resultado real de uma seqüência de acontecimentos e o que seria o resultado normal ou esperado 5.1Derivação: sentido figurado. acontecimento ou resultado marcado por esse contraste ou incongruência
Ou seja:
A mentira sempre traz o ato INTENCIONAL de enganar.
A ironia traz o intenção do ESCÁRNIO e da ZOMBARIA. O contrário do que se quer dizer.
A mentira tem como objetivo ocultar, ludibriar. Pressupõe a falta de discernimento do receptor (pessoa para quem é dirigida a mentira) para identificar o falso do verdadeiro.
A ironia tem como objetivo ressaltar o absurdo da situação, do contexto ou colocação feita. Pressupõe a capacidade do receptor (descrito acima) de compreender o chiste e discernir o real do verdadeiro.
A ironia, tecnicamente, envolve uma mentira. A mentira não necessariamente envolve a ironia.
Exemplos ilustrativos:
MENTIRA: Moro em um palacete com 34 cômodos. Tenho 6 criados, minha vida é linda e tranquila e dinheiro me sobra.
IRONIA: Moro em um palacete com 34 cômodos. Tenho 6 criados, minha vida é linda e tranquila e dinheiro me sobra.
No primeiro exemplo (MENTIRA), afirma-se com veemência o conteúdo da frase, a fim de fazer com que os receptores da mensagem acreditem de fato no que foi dito. Pressupõe-se que os receptores não tenham condições (por diversos motivos que aqui não abordarei) de entender e questionar a veracidade de tal afirmação.
No segundo exemplo (IRONIA), afirma-se algo contrário à realidade com a intenção de zombar da mesma. Pressupõe-se que seus receptores conheçam a realidade do emissor (aquele que emitiu a afirmação) ou que tenham capacidade para questionar a validade do que foi dito.
Finalmente, por que este assunto? Porque se existe algo que pode me ofender (uma das poucas coisas, aliás) e me chamarem de mentirosa.
Se já menti? Óbvio que sim. E minto ao menos umas 5 vezes por dia. Geralmente por motivos "diplomáticos" (Uma desculpa para não precisar ir a uma reunião enfadonha de trabalho com chefe panaca, por exemplo). Não sou santa, não sou Deus, não sou monja, mas no dia-a-dia, conquistei um certo respeito por parte das pessoas com quem convivo (profissionalmente, familiarmente etc).
Fato é que felizmente (acho, por sorte, não sei), desde cedo me dei conta de que as mentiras me delatam. Eu me entrego. Prefiro, por isso, desde há muito e muito tempo, falar a verdade quando me perguntam. Por mais absurda que seja.
Se perco a hora para o trabalho e me questionam não tenho dúvidas: "Desculpe, perdi a hora. "
Se não consigo produzir: "Estou cansada, me disperso, preciso de alguns dias de descanso".
Se uma parente me convida para um chá de bebê: "Vc vai ficar muito chateada se eu não for?"
E acreditem: as pessoas entendem!!!! A ponto de se anteciparem com algumas saídas. Sabem como sou. E este "como sou" envolve inclusive uma convivência, por muitas vezes, virtual. Gente que nunca me viu ao vivo.
Por outro lado, minha vida, minha linguagem foi escrita por meio das ironias. Dos questionamentos e das brincadeiras. Disto não consigo me livrar. E, parafraseando uma colega (só a conheço virtualmente) de que gosto muito, creio que esta minha "diferença" (dentre outras tantas), ao mesmo tempo que me gera certo sofrimento e dificuldade de enquadramento, é também uma das minhas maiores soberbas.
Portanto, amiguinhos, não me chamem de mentirosa. A não ser que queiram cortar relações. Não duvidem da importância disto na minha vida, porque já cortei muitas. Eu instigo as pessoas, cutuco, provoco e levanto dúvidas continuamente. Para que pensem. Se estou errada em alguma colocação, mostem-me. Mostrem-me com clareza e não com a construção de um factóide compartilhado por outros tantos. Do contrário, mantenho meus posicionamentos e minhas verdades insosas.
Creio que seja desnecessário dizer o quanto abomino pessoas influenciáveis. Eu sei.. este é um dos meus calvários.
Uma cena filme "Training Day" (o maravilhoso Denzel é um policial corrupto, líder de uma equipe igualmente corrupta. Está treinando um novato, que na cena abaixo finalmente não consegue compactuar com a situação). A quem se interessar, a partir do 8.45 (após invadir a casa de um traficante). Tirem suas próprias conclusões:
Frase brilhante (sem ironia) de Denzel ao novato: " A verdade não é o que você vê, mas o que você pode provar".
Meu comentário: Ainda que não se consiga provar, a verdade É O QUE VOCÊ SABE. Sua consciência dita, independente de quantas pessoas digam o contrário.
Novamente inspirada em uma enquete feita no twitter faço meus comentários: observando manifestações "indignadas" de algumas mulheres, comentários liberais de outras, homens incentivando o sexo no primeiro encontro e raros espécimes masculinos defendendo com franqueza o que realmente pensam, vou às minhas pontuações.
O tema é: "mulheres ficam em dúvida em relação ao sexo no 1o encontro?"
Então vamos lá.
Quando comecei a trepar, mantinha o mesmo discurso das moças liberais: "Dou pra quem e quando quero e daí?" Eu defendia ferozmente essa postura. E sempre fui apoiada. Por desconhecidos e alguns amigos.
Com o passar do tempo, entendi que as coisas não são bem assim. Ou melhor, continuam sendo, mas percebi que o discurso adotado por pseudo homens liberais está longe de sua prática e principalmente de seus valores.
Me parece que ALGUNS homens tem tentado realmente alinhar suas falas às suas atitudes. Entretanto, estão longe de conseguir o equilíbrio. Estes seres defendem a liberalidade, o liberalismo sexual, incentivam mulheres. O mundo hoje facilita (felizmente) que mulheres também tenham prazer sem a culpa tão presente ha cerca de 50 anos.
Homens cobram suas mulheres ou mesmo desconhecidas para que se tornem mais "soltas", que dêem no primeiro encontro. E lamentavelmente não tem a menor coerência pra assumirem isso. Os que incentivam (e vejam bem, existem alguns incentivadores extremamente convincentes) também são os que recriminam posteriormente.
O velho discurso de que não existem regras prevalece. Mas, na prática, não aplicam.
Vejo inúmeras mulheres comentando as maravilhas (?) de suas vidas sexuais por aqui. Mas, experimente "aprofundar" suas falas e verão que o negócio não está tão maravilhoso. O machismo impera. Machismo no mau sentido. No sentido da canalhice.
Por isso lhes digo (especialmente para mulheres): quer dar? Dê! A Idade Média se foi e o mundo taí pra ser aproveitado. Já fiz mais coisas "bizarras" do que possam sonhar as jovens safadinhas, mas hoje me calo (não publico). Discrição é a palavra chave. Não espere absolutamente nada do cara (especialmente o que o incentiva a isso), pois acredite ou não, ele está ou estará casado com uma tonga. Que não deu pra ele no primeiro encontro.
Sou a favor da igualdade de prazeres. E do respeito. E, até onde sei, respeito é um conjunto de expecativas, atitudes e valores que devem ser mutuamente correspondidos.
Aprendi das formas mais difíceis o que estou dizendo agora aqui. Espero que seja de alguma utilidade a quem ler.